Qualquer texto, escrito, imagético, teatral, acadêmico, cômico, dramático, pode ser visto como uma expressão pessoal, uma visão de mundo, uma opinião, uma forma de se colocar, as idéias, as opiniões, os fantasmas…
Mas essas idéias não estão sozinhas, isoladas. Elas reagem, dialogam.
O outro está sempre presente. Escrevemos para alguém, pensando em alguém, em resposta a alguém.
O outro está em nós. Sempre!!! Mesmo nos momentos de maior solidão.
Vivemos em função do outro. Da aceitação e rejeição.
Por que então não considerá-lo um parceiro de criação?
Essa é a proposta.
Uma criação colaborativa.
Um teatro que se cria da palavra. Da palavra compartilhada.
Um texto como resultante de um jogo associativo, sinergético, onde o outro nos desafia e nos propõe outras questões, em eterno diálogo/conflito/afinidade com as nossas.
Uma criação que depende de nós e do outro para permanecer viva.
Uma criação que espelha um pouco a própira dinâmica da vida, onde a colisão e contaminação de idéias é a marca principal.
Mas como começar essa criação compartilhada? Que tal começar pelo personagem?
Sejam muito bem-vindos a criar e a colaborar!
Enfim, a viver!





